Então, eu despertei e senti que necessitava de um abraço
seu. Não sei há quanto tempo isso não me ocorria, não sei há quantos anos eu
não me lembrava de sua feição, dos seus cabelos curtos e da sua risada tão
característica.
Lembro-me, com um carinho e sem saber de onde o tirei, das suas palavras me acalmando. Me acalmando pelo que nem você sabia o que era... E nem eu, que aos dezoito anos, achava que amava o tom da sua pele, o seu sorriso e tudo o que de melhor havia em você. E até o que de pior havia.
Acreditava em nós, em um eu-você que jamais existiu. Existiu apenas em meus sonhos, nas minhas vontades, nas minhas verdades. Nos meus mais loucos delírios, éramos felizes juntos. Estranho. Estranho voltar a pensar nisso.
Mas acordei com uma vontade, quase que necessidade, de sentir seus braços em mim. O estranho é que não necessito de você homem, de você amante, de você marido. Acordei sabendo que tudo aquilo que eu senti era amor, sim. Mas um amor cheio de carinho de irmão. Uma admiração pelo seu trabalho, uma vontade de ser igual.
Hoje, estou quase onde eu gostaria de estar. E queria te mostrar isso. Queria te abraçar e te apresentar a minha namorada, que é a coisa mais linda do mundo. E sei que ao apresentá-la a você, você diria uma ou duas gracinhas e daria aquela gargalhada tão típica. Queria te mostrar o quanto cresci, o quanto mudei, o quanto evoluí... Tenho certeza que você se orgulharia de mim. Eu não sou mais a menininha que liga no seu celular só pra ouvir sua voz na caixa postal enquanto você trabalha. Eu cresci. Amadureci. E queria que você visse isso.
Talvez de onde você está, você até acompanhe tudo isso. Talvez... Mas eu despertei com vontade de certezas.
Tenho escrito muitas coisas e tenho guardado todas elas. Lembro-me de você me dizer pra que eu não desperdiçasse as palavras, naquele natal em que te enviei um e-mail cheio de carinho. Então, não as desperdiço... As vomito todas aqui pra você que, um dia, pra ver meus olhos brilharem, me brindou com um beijo.
Obrigada por ter existido na minha vida. Obrigada. Espero que se orgulhe de mim. E até um dia. Até logo, até breve, até...
(Então as palavras não cessam, como se me despedir não fosse uma opção. Não sei se quero, mais uma vez, me despedir. Mais uma vez, cerro meus olhos tentando imaginar como você seria hoje e te deixo um beijo de até mais.)
Lembro-me, com um carinho e sem saber de onde o tirei, das suas palavras me acalmando. Me acalmando pelo que nem você sabia o que era... E nem eu, que aos dezoito anos, achava que amava o tom da sua pele, o seu sorriso e tudo o que de melhor havia em você. E até o que de pior havia.
Acreditava em nós, em um eu-você que jamais existiu. Existiu apenas em meus sonhos, nas minhas vontades, nas minhas verdades. Nos meus mais loucos delírios, éramos felizes juntos. Estranho. Estranho voltar a pensar nisso.
Mas acordei com uma vontade, quase que necessidade, de sentir seus braços em mim. O estranho é que não necessito de você homem, de você amante, de você marido. Acordei sabendo que tudo aquilo que eu senti era amor, sim. Mas um amor cheio de carinho de irmão. Uma admiração pelo seu trabalho, uma vontade de ser igual.
Hoje, estou quase onde eu gostaria de estar. E queria te mostrar isso. Queria te abraçar e te apresentar a minha namorada, que é a coisa mais linda do mundo. E sei que ao apresentá-la a você, você diria uma ou duas gracinhas e daria aquela gargalhada tão típica. Queria te mostrar o quanto cresci, o quanto mudei, o quanto evoluí... Tenho certeza que você se orgulharia de mim. Eu não sou mais a menininha que liga no seu celular só pra ouvir sua voz na caixa postal enquanto você trabalha. Eu cresci. Amadureci. E queria que você visse isso.
Talvez de onde você está, você até acompanhe tudo isso. Talvez... Mas eu despertei com vontade de certezas.
Tenho escrito muitas coisas e tenho guardado todas elas. Lembro-me de você me dizer pra que eu não desperdiçasse as palavras, naquele natal em que te enviei um e-mail cheio de carinho. Então, não as desperdiço... As vomito todas aqui pra você que, um dia, pra ver meus olhos brilharem, me brindou com um beijo.
Obrigada por ter existido na minha vida. Obrigada. Espero que se orgulhe de mim. E até um dia. Até logo, até breve, até...
(Então as palavras não cessam, como se me despedir não fosse uma opção. Não sei se quero, mais uma vez, me despedir. Mais uma vez, cerro meus olhos tentando imaginar como você seria hoje e te deixo um beijo de até mais.)
Juliet Tongue
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